A política e a religião deveriam ser simples: não quero dizer que sejam fáceis, mas sim que não sejam complicadas; a vida não é complicada; todas as dificuldades surgem na mente, que, se deixada livre, tende a prevalecer sobre as outras.
Políticos e filósofos acham muito difícil – às vezes impossível – tornarem-se humanistas (isto é, amarem a humanidade), porque quanto mais profundo o conhecimento, maior a dificuldade, mas a dificuldade depende de nós; nós a criamos por meio do poder e do dinheiro, mas a complexidade não pode corresponder à simplicidade, ao amor.
A diferença entre política e religião reside no fato de que a religião, ao contrário da política, deve ser vivenciada, mas não compreendida; a própria tentativa de compreender impede qualquer entendimento.
O intelecto pode resolver qualquer problema, exceto o próprio problema: na verdade, quando você tenta entendê-lo, cai numa armadilha.
A política dos políticos, que se sentam em cadeiras confortáveis, é bastante caótica; ela demonstra nossas mentes — expostas a vários problemas, mas que não compreendem nada — e nos submetem ao poder e aos poderosos, sendo o dinheiro precisamente o símbolo do valor.

