Princípios de Lógica Humanística
O amor pelo poder — em seu sentido mais amplo — é o desejo de produzir efeitos no mundo; pertence à natureza humana. Desde a época de Lao Tzu, teve seus adeptos: místicos, políticos, pessoas que se preocupavam com a santidade dos outros, mais como um estado de espírito do que num sentido real e militante.
Discordo. Embora alguns tenham feito isso muito bem, o que eles fizeram foi rejeitar o poder coercitivo, mas não o plágio e o poder de persuasão.
Não quero persuadir ninguém a expor os fatos. Porque se eu pedisse que me seguissem, mesmo com ética e regras rigorosas, eu poderia ser culpado de libertarianismo — se aqueles que pregam leis e veredictos, acreditando terem renunciado ao poder, na verdade o exerceram!
Todo desejo insuportável traz consigo uma segunda preocupação, que é adquirir os meios para satisfazer o primeiro; é, portanto, uma forma de amor ao poder, tanto pelos melhores quanto pelos piores desejos.
Então, onde está o livre-arbítrio?
Vejamos um exemplo: na política, há aqueles que querem ver implementadas certas coisas que consideram melhorias, mas isso é apenas o pensamento deles, assim como aqueles que buscam o próprio sucesso pessoal.
Um objetivo que não seja o poder não basta; para alcançá-lo, é preciso ser útil aos outros para satisfazer seus desejos.
É preciso ter em mente e pensar de forma global que a "força" está sendo usada atualmente entre diferentes estados, entre os quais não existe um governo comum forte, nem uma lei globalmente reconhecida, nem qualquer autoridade judicial, ou a concentração de poder nas mãos do governo o coloca em posição de intimidar o resto da comunidade.
Dê a todos uma oportunidade, mas isso tem um efeito positivo e negativo; ou seja, é igualmente importante que não haja oportunidades para ladrões ou ditadores, e que haja também oportunidades para as profissões da construção civil.
Nada eleva o nível moral e ético de uma comunidade como o aumento da riqueza, e nada o diminui como a redução da riqueza.
A guerra moderna (fria) exige muitas habilidades, o que a torna atraente para certos especialistas que controlam os bastidores dos bancos globais.
Em tempos de paz e em tempos de guerra, você precisa tê-lo.
Ao elaborar novas leis, deve-se verificar se há algum ponto que possa prejudicar as pessoas, ainda mais do que beneficiá-las.
Por minha parte, acredito que o bem e o mal estão presentes tanto nos indivíduos quanto nas leis, sejam elas novas ou antigas.
A moralidade do poder não pode distinguir certos tipos de poder como legítimos e outros como ilegítimos.
Se pudéssemos escolher exemplos e regras éticas, seriam: Buda e Jesus Cristo, Pitágoras e Galileu, nenhum dos quais teve apoio do Estado.
Nenhum deles queria o tipo de poder que aprisiona as pessoas.
Finalmente: não é a violência que governa os homens, mas a sabedoria dos desejos comuns.
Ao subscrever o blogue, receberá um e-mail sempre que o site for atualizado, para não perder nada.

Faça Login na sua Conta ou Registe-se
Comentários