Seguindo apenas o caminho do "último que será o primeiro e o primeiro" (evitando, assim, os conceitos de "último", "primeiro", "coincidência" e "eliminação dos opostos"), podemos sentir o amor universal, que nos permitirá amar e ajudar nossos amigos e inimigos a buscarem a humanização; assim como o sol, espalharemos luz, vida e calor não apenas para nossos amigos, mas também para as necessidades secretas de nossos inimigos.
No entanto, o ditado "oferecer a outra face" refere-se exclusivamente àqueles que têm "outra face", mas os pobres, por outro lado, não a têm.
Portanto, este lema ético dirige-se principalmente às autoridades e aos ricos, àqueles que têm a escolha e os meios para agir livremente; não se refere àqueles que vivem fora de um "contexto moral" e não têm a liberdade de escolher os seus meios e adquirir conhecimento: esta verdade deve ser revelada a todos os teólogos, sábios, políticos e ativistas "não violentos" (em palavras) do mundo, a todos os sacerdotes e bispos que se dirigem às massas humilhadas e ofendidas, a todos os Lázaros pobres de África, da América Latina e do mundo inteiro.
Além disso, as autoridades, no verdadeiro sentido da palavra, devem conformar-se às disposições do Evangelho - especialmente à Parábola do "Filho Pródigo" - e aderir ao Cântico de Maria, mãe de Jesus.
O amor dos profetas, daqueles homens guiados pelo amor, provém do caminho trilhado pelo Profeta Abraão, o pai de todos os profetas.

